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Pensamentos a Nu

Os meus pensamentos mais pessoais ... um pouco de mim ...

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11
Mar08

Haverá amor como o primeiro?

pensamentos.a.nu
 

A questão é pertinente e muitas vezes penso nela. Pergunto-me se é possível amar duas vezes, se é possível amar como da primeira vez. Pergunto-me se depois da primeira vez é mesmo amor ou se é apenas um gostar forte, uma paixão, um comodismo, uma vontade.

O primeiro amor deixa marcas para sempre. Se for mesmo amor. Eu não acredito em relações de meses, paixões assolapadas que acabam como começam, uniões ocasionais com sentimentos à mistura. Acredito em relações fortes, em sentimentos que não controlamos, no amor cru que nos impede de falar, de raciocinar, de saber estar. Não misturo o amor com paixão. O amor segue-se à paixão e cola-se à pele sem dela querer sair. E quando o queremos arrancar ele lá está... eventualmente, para sempre.

O segredo será aprender a viver com ele, com o primeiro amor que se nos cola ao corpo? Ou o novo amor, a nova relação, a nova união transforma esse primeiro sentimento numa sensação mais serena, mais capaz, melhor? Não sei...

O primeiro amor é infantil, ingénuo, colhe-nos a alma e circunscreve-nos os reflexos. O pensamento retrai-se e fica apenas um batimento acelerado, desprotegido, tão bom que chega a saciar. Quando acaba é arrasador, destrutivo, decepcionante. Mas acabará, de facto? Ou será que vivemos para sempre com ele? Poderá alguém livrar-nos de um primeiro amor?

Crescemos com ele, habituamo-nos a ele, vestimos-lhe a cor. O primeiro amor é assim como uma borboleta que nos poisa no braço e ficamos quietos com medo que fuja, não queremos assustá-la... Então, ela bate as asas devagar e prende-nos a respiração. Observamos-lhe a beleza e fixamos nela os nossos olhos para nunca mais a esquecermos. O primeiro amor voa quando mexemos o braço. Às vezes volta. Mas muitas vezes segue para longe e deixa-nos apenas o cheiro, a memória, o vazio.

Talvez não possamos viver agarrados a ele. Talvez não seja bom para nós tê-lo como exemplo para amores futuros, relações presentes. Talvez o primeiro amor seja apenas uma experiência para outros, uma forma de sabermos o que não podemos repetir, uma maneira de aprendermos a lidar connosco próprios. Ou talvez não seja nada disto.

Talvez o primeiro amor seja eterno, talvez seja a base para tudo o resto, talvez se sente à nossa direita observando os amores que então passam...

E quando há o reencontro? Em que sentimos que verdadeiramente só amamos o primeiro. Haverá amor como o primeiro?

Há 7 meses atrás enviei-te um mail com este texto ... mas, só hoje, acho que estou pronta para responder a esta pergunta ... resposta que levei anos a encontrar! Não, não há amor como o primeiro ... não que os que vêm depois não sejam um amor cru que nos impede de falar, de raciocinar ...  mas pela inocência, pela magia da idade!

Hoje sei, que serás sempre o meu grande amor ... mas um amor que ficou no passado, que jamais (digo eu) poderá ser recuperado, porque nós mudámos, porque pensamos diferente ... pelas nossas experiências de vida!

Tentei recuperar esse primeiro amor, tentei vivê-lo como na adolescência e sabes, fui feliz ... fizes-te-me feliz ... apareces-te na hora que precisava (e vou sempre agradecer-te) e, talvez por isso, achei que poderiamos recuperar algo que tinha ficado inacabado, que de facto não tinha tido um "the end"! E nessa tentativa, talvez desesperada, irracional, impensada ... acabei por me deixar levar pela onda de um amor que, sendo o primeiro, tem um peso muito grande!

Vivi 7 meses de plena felicidade, mas não seria essa felicidade apenas um escape para voos mais altos? Foi o inicio do meu voo, do novo EU! Foram 7 ... poderiam ter sido mais ... mas a distância entre nós começou a ser enorme ... muitas vezes me disses-te que era uma pessoa dois passos à frente de todos os outros, que via e pensava a (na) vida de diferente maneira e poucas pessoas me conseguiriam acompanhar ... e, também tu não me acompanhas-te ... tantas vezes te disse que precisava de alguém que voasse ao meu lado e não (apesar de me dar liberdade para voar) apenas que ficasse em terra a admirar-me!

Podes não ser o amor da minha vida, podemos nunca mais nos cruzar-mos nesta rua do amor ... mas algo nunca se apagará ... que foste o meu primeiro grande amor e por isso, e por tudo o que vivemos num passado recente ... serás sempre muito especial para mim!

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